Um poema de Robert E. Howard, adaptado por Barry Windsor-Smith:
“Eu me recordo…
…da floresta negra recobrindo as colinas sombrias…
e das nuvens cinzentas eternamente no céu.
Riachos de águas foscas fluindo em absoluto silêncio…
…e brisas solitárias sussurrando pelos bosques.
Colina após colina, encosta após encosta, em minhas jornadas contemplei.
Todas enegrecidas por árvores lúgubres.
Bucólica era a minha terra.
E sempre que alguém transpunha um pico escarpado…
…seus ofuscados olhos…
vislumbravam somente a interminável paisagem.
Colina após colina…
…encosta após encosta.
Todas recobertas pela espessa vegetação.
Fria e lúgubre, minha terra parecia concentrar todos os ventos e nuvens que o Sol omitiam.
Com galhos e folhagens estalando…
…sob a carícia das brisas…
…em suas sombrias matas que a luz do dia devoravam.
Onde nem os fachos de luz solar penetravam…
…homens e criaturas não passavam de meras sombras.
Seus filhos a chamavam de CIMÉRIA.
A nação de trevas e da noite eterna.
Tudo transcorreu a tanto tempo…
…que já esqueci até o próprio nome pelo qual eu era chamado.
A lança e o machado não passam de um sonho.
As caçadas e batalhas, uma sombra em minha memória.
Hoje, só me recordo da placidez daquele território melancólico…
…das eternas nuvens coroando seus picos…
…e da penumbra sem fim que envolvia os bosques…
…da minha CIMÉRIA, a terra de trevas e noite eterna.”