Este tópico estava esquecido, mas eu estava procurando sobre a situação de Caim no fórum e acabei achando ele. Aí reli-o e decidi desenvolver uma teoria para de uma vez por todas acabar com o “Paradoxo da Pré-Existência Humana” e o “Paradoxo dos Magos Pré-Chegada-da-Tradição-Cabalística-na-Terra”. Vou tentar resolver os dois de uma só tacada.
Uma observação, estou usando um ótimo texto que o Lobo escreveu no Fórum, mas modifiquei para se encaixar nas minhas idéias, mas para que todos fiquem sabendo, quase todo o parágrafo marcado com * é dele, ok?
Antes de começar, devemos relembrar que os posições dos planos em uma Orbe na Roda dos Mundos muda a cada Éon. A Orbe de Satânia (da Terra) tem 5 cinco posições energéticas para os planos, cada uma ocupada por um plano, a saber (da mais alta posição para a mais baixa): Edhen, Paradisia, Terra, Ark-a-nun e Infernun. Tenebras não está incuído porque está praticamente fora de Satânia. Para ficar mais fácil de mencionar, vamos as posições indicar as posições através de números: a posição Infernun é -2, Arka-a-nun -1, a da Terra é a posição 0, Paradisia +1 e Edhen +2.
A Terra no Eon anterior
Sabemos que a Terra já esteve na posição +1, mas devido ao término do útimo Eon, ela desceu e durante a descida todo o padrão vibratório do plano mudou, se igualando ao da posição 0. Quando isso acontece, o plano e os habitantes que conseguirem sobreviver aos cataclismas ocorridos no giro da Roda dos Mundos se “degeneram” fisicamente. Isto aconteceu com os humanos quando nosso plano estava na posição +1 e veio para a posição 0, que é a atual. Entretanto, na época em que o plano estava na posição +1, nossa raça era mais desenvolvida fisica e mentalmente, a exemplo dos paradisianos atuais. Existiam cidados, reinos e culturas diferentes e guerras, claro, assim como existe hoje em Paradísia. Muitos praticavam a magia e possuíam poderes sobrenaturais, e até mesmo viajavam ao mundo espiritual e ao plano inferior, Ark-a-nun, naquela época na posição 0. Talvez os humanos da posição +1 tenham se tornado deuses entre os lemurianos, mas se o foram, muitos milênios já se passaram a muitos acontecimentos e guerras sucederam de forma que os lemurianos apagaram esses “deuses humanos” de sua cultura [Nota 1].
O Giro da Roda dos Mundos e suas consequências
De toda forma o fim do Éon chegou para todas essas civilizações, os humanos (na Terra +1) e os lemurianos (em Ark-a-nun 0). Sabendo que a destruição de se aproximava os magos mais poderosos entre os humanos se reuniram numa sociedade secreta cujo objetivos era salvar a eles próprios e se possível uma quantidade de humanos. Eles se reuniram numa grande ilha situada onde no futuro Poseidôn recriaria a ilha e a civilização atlante através de seus filhos, mas sobre isso falo depois. A ilha em que os magos se reuniam era um dos pontos mais energéticos do plano, possuindo muitos e poderosos nodes. Reunindo seus poderes mágicos, os Magos e Arquimagos conseguiram criar um proteção mística que envolveu toda a ilha e protegeu aqueles que estavam nela contra a degeneração energética do giro da Roda. Aqueles que não estavam na ilha foram submetidos aos cataclismas que atingiram o plano, a grande maioria morreu, algo mais de 99% da população. Os sobreviventes restantes tiveram seu corpo regredido e perderam quaisquer habilidades sobrenaturais que possuíssem. A degeneração que atingiu os corpos também atingiu as mentes dos humanos, fazendo-os “esquecer” da sua tecnologia e também das memórias que possuíam. Alguns regrediram mais do que outros, tornando-se parecidos com as espécies hominídeas estudadas pelos cientistas. Eles logo desapareceram, vencidos pela seleção natural. Dos regredidos restou apenas a nossa espécie com a aparência que temos hoje. A face do mundo havia mudado, vitimado pelos terremotos, maremotos, erupções vulcânicas e outras catástrofes talvez provocadas pelo próprio homem, pelas mais diversas razões. Os continentes mudaram, montanhas desapareceram e outras surgiram, florestas inteiras viraram desertos, dando ao mundo a formação que tem hoje. Demorou cerca de mil anos para se estabilizar e para que os vegetais voltassem a crescer normalmente. Muitos animais haviam sobrevivido, mas as mutações também os afligiram, tornando-os semelhantes aos de hoje. Aos poucos, o mundo voltava a ser o mesmo.
A ilha dos magos (que no futuro seria chamada de Atlântida), protegida pelos poderes mágicos, sofreu bem menos os efeitos da degeneração, mas não saiu incólume ao cataclismo. A maioria também morreram lá, vítimas de maremotos e terremotos, tendo quase todos os prédios postos em ruínas que nem mesmo os sobreviventes puderam encontrar e distinguir de rochas naturais. Ao fim de tudo, restaram na ilha apenas várias centenas de indivíduos, que se puseram a reconstruir o lugar. Era o único lugar da Terra onde sobreviveram magos, pois os restantes ou morreram ou perderam seu conhecimento místico por causa da degeneração. A reconstrução foi lenta, de forma que eles conseguiram erguer apenas algumas casas e cultivar alguns alimentos. Os humanos foram retornando a vida normal lentamente e os magos construíram alguns templos simples e foram retomando os estudo da magia.
No restante do mundo, os humanos viviam em bandos ou tribos, vivendo da caça e escrevendo suas histórias nas paredes das cavernas e construindo monumentos toscos de pedra, barro e outros materiais que tinham algum significado para eles.
Poseidôn e Cleito
A história de Atlântida como a conhecemos e narrada em Trevas começa quando Poseidon vem à Terra e encontra a ilha de Atlântida. Próximo ao centro da ilha existia uma montanha não muito alta, onde um sábio atlante chamado Evanor tendo uma esposa de nome Leucipa. Tinham uma única filha, Cleito, pela qual o senhor dos Mares se enamorou. Como um presente para sua amada, o deus invocou o poder da Palavra da Criação, reestruturando e ilha e abençoando-a com toda sorte de recursos, tanto naturais como vegetais. Da união entre Poseidôn e Cleito nasceram cinco pares filhos de gêmeos.
A Ascensão de Atlas
Atlas era o mais velho dos dez filhos de Poseidôn e Cleito, e recebeu a missão do pai de estabelecer o domínio de seu pai sobre a ilha. Ele e seus irmãos, apoiados pelos servos paradisianos enviados por Poseidon, impuseram-se sobre a ilha, processo facilitado pela dispersão e desorganização dos outros habitantes da ilha. Os magos remanescente do último Eon morreram e deixaram discípulos, mas estavam separados por distâncias e interesses diferentes, e foram derrotados, não podendo evitar aconquista da ilha por Atlas e seus irmãos. Poseidôn ordenou a Atlas que ele dividisse a ilha entre seus irmãos, tomando uma parte dela para si e dando o restante a seus irmãos.
A história de Atlântida como contada em Trevas começa a partir da ascensão de Atlas como rei de Atlântida, que recebeu esse nome em sua homenagem.
O Jardim do Éden
Nessa mesma época, Demiurgo já havia atravessado a barreira entre Edhen e Paradísa e fundado a Cidade de Prata há séculos. A rebelião de Lúcifer ocorrera e o mesmo foi lançado ao Fosso em Spiritum.
Demiurgo queria dominar a Terra e a humanidade para que lhe adorassem e para isso decidiu criar um homem que tivesse tendência a adorá-lo. Então ele ordenou ao Anjo Apócrifo da Vida e lhe concedeu poderes para que criasse um homem a sua semelhança, para que ele pudesse adorá-lo.
* Usando o barro primordial, o anjo criou um ser humano primitivo, com duas cabeças, oito membros e dois sexos. Mais tarde, ele seria dividido em dois, um se chamou Adão, um homem, e o outro se chamou Lilith, uma mulher. Esta última foi rejeitada pelo primeiro, pois desejava ser igual ou superior à ele, assim ela foi para o Inferno, onde fornicou com vários demônios, se tornando a rainha das Succubus. Então, o anjo criou uma segunda mulher, na frente de Adão. Ele a repudiou, pois viu ela sendo construida e seus orgãos internos. Não se sabe o destino dessa mulher, nem o seu nome. Por último, o anjo fez novamente outra mulher, Eva, mas desta vez a fez enquanto Adão dormia. O anjo retirou uma costela de Adão e a partir dela construiu Eva. Eles foram conduzidos ao Jardim do Éden, um bolsão entre Terra e Paradísia criado pelo Demiurge. O Jardim era repleto de árvores frutíferas e animais.
Segundo a Bíblia, para testar a fidelidade dos seres criados por ele, Demiurge colocou no Jardim uma Árvore, cujos frutos levariam ao conhecimento do bem e do mal, ou do livre arbítrio. A bíblia diz que a serpente, instigada pelo “Demônio” (Satã ou Lúcifer, talvez), comeu o fruto da Ávore e depois o apresentou a Adão, que também o comeu. Como punição, Adão e Eva foram expulsos do Jardim, e passaram a habitar a Terra na região do Oriente Médio, provavelmente na Mesopotâmia. Sua descendência se uniu aos humanos nativos e povoaram o Oriente Médio.
As Etnias
Poder-se-ia dizer que as etnias teriam se originado através da fornicação com anjos e demônios dos panteões de Paradísia e Ark-a-nun. Mas não é somente isso, pois no Eon anterior a humanidade também possuía pessoas de pele clara, morena e escura. Quando a roda girou eles se distribuíram na Terra de acordo com sua necessidade fisiológica.
E então, o que acham?