Nanoconto: O Leão contra as Muralhas I

“Em uma aliança com outras raças,
E enfurecido pelo sangue na fronteira,
O Leão derruba as instransponíveis muralhas
Da nação dos feiticeiros do norte.” – Fragmentos de um poema perdido

A raiva que o rei da Aquilônia sentia em sua veias era legítima, pois os feiticeiros Hiperbóreos começavam a raptar cada vez mais perto da fronteira aquilônia. Homens e mulheres se tornavam escravos dos hiperbóreos através da feitiçaria maligna que permitia extrair as almas e usá-las para invocar os poderes dos malditos deuses altíssimos que diziam adorar. Conan sabia que aquela raça, que acreditava que seus deuses celestiais, para os quais eles prestavam tributo e pulavam de um abismo, acreditando que sua alma seria acolhida e levada ao paraíso dos deuses, nada mais eram que insetos comedores de carniça humana que devoravam os cadáveres dos malditos lordes feiticeiros daquela nação.

Decidido a acabar com aquela tradição macabra o Gigante de Bronze resolveu por fim a onda de raptos e orgias macabras dos Hiperbóreos. Quando anunciou sua decisão aos lordes aquilônios, o rei já sabia que a maioria rejeitaria uma guerra contra os Hiperbóreos e suas instransponíveis muralhas. Por séculos diversos reis e chefes guerreiros tentaram conquistar as terras que hoje formam a Hiperbórea. Desde os mais remotos tempos, quando os seus habitantes não passavam de símios-humanóides, as muralhas naturais providas pelas montanhas e colinas foram usadas como defesa. Logo os símios-humanóides começaram a usar as pedras para construir pequenas e instáveis muralhas ao redor de suas vilas, que foram evoluindo junto com seus habitantes e acabaram se tornando as maiores muralhas do mundo conhecido. Conan sabia que seria inútil um cerco, por mais prolongado que fosse, e ele tinha outra idéia em mente…