Nanoconto: O Leão contra as Muralhas II

    A estratégia de Conan era mais astuta, mas ele não a revelaria, pelo menos não por enquanto, pois sabia que para a maioria dos homens o brilho do ouro vale mais que a a palavra dada.

– Meu rei – exlamou um jovem nobre chamado Celicus – peço vossa permissão para falar.

– Fale, jovem Celicus.

– Todos sabem que meu pai, Diadromus, foi vítima dos feiticeiros malignos da Hiperbórea, e que nada me agradaria mais do que ver toda a nação perecer ante a vossa espada e das legiões da Aquilônia, mas se houve algo que meu falecido pai me ensinou foi a ter paicência e a buscar sabedoria em todos os aspectos da vida terrena. Por isso, vos digo, rei Conan, não seria inútil guerrear contra os malditos Hiperbóreos, já que suas muralhas são tão grandes e robustas que nenhum exército as conseguiu transpor?

– Escute, jovem, o que eu digo, nem mesmo as imensas muralhas dos hiperbóreos impedirão aos exércitos da Aquilônia penetrar em seu interior, pois o ardil que estou preparando em seus colossos protetores conseguirão suportar!

Nisso, o jovem Celicus e todos os presentes notavam que Conan falava a verdade, pois já conheciam que quando seu rei afirmava algo com tamanha firmeza, seria porque ele realmente a concretizaria.